20.4.14

Limite

Eu tenho medo que minhas palavras soem mais do que apenas palavras e digam mais do que deveria ser dito. Medo que minha compreensão vá além das verdades e me faça temer mais do que deveria ser compreendido. Medo que os meus medos sejam mais do que apenas temores e que, por medo de perder a todos, eu já os tenha perdido.

Temo que meus sentimentos ultrapassem a fronteira da razão, me tornando um hipersensível irracional. E que meus pensamentos percam o sentido, reduzidos à delírios de fundo emocional.

Questiono se o que passou de fato passou, ou se ficou para legar os danos que me causou. Mas talvez agora, para temer memórias e reivindicar a glória, já seja um tanto tarde. Regido por medos e tão bem seguido por paranoias, ultrapassei o limite da sanidade.

Um comentário:

  1. Tenho medos inconfessáveis, bobos, que carrego desde a mais tenra idade. Luto diariamente contra eles, às vezes me deixo rendo, outras vezes me obstino a enfrentá-los pra provar a mim mesmo que a dor da derrota não é tão insuportável assim. Dou a cara a tapa.

    Hoje coleciono pequenas conquistas, tenho um álbum de momentos triunfantes em que o medo tornou-se uma figura banal. Mas há figuras em que meu semblante triste denota que ele foi mais forte... e logo abaixo dessas figurinhas há sempre algum aprendizado expresso em poucas linhas. O medo é meu combustível, ora me ensina na dor, ora me ensina na conquista. Abraçao

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar!