Um garoto, só um garoto normal. Encarava alguma coisa qualquer no céu e se perguntava até onde gostaria de ir, se queria ir longe, onde gostaria de chegar. Quando ele falava, fala palavras comuns, vazias, não as sentia. Mas sabia sentir! E desejava mais do que sentia, desejava ir longe. Todos jurariam que aquelas palavras eram capazes de preencher um ambiente com alegria, mas elas mesmas brotavam ocas. Ele nem sequer provava da essência que exalava.
As manhãs lhe desafiavam. "Você não é o garoto que havia dito que queria ir longe?". Era tudo coisa da cabeça dele? Mas parecia tão real, aquele vazio tão presente. Mas o espelho revelava, escancarava aquele menino ali como uma proposta. Não era tão comum, ele, não era. Lúdico!? Mas ele, pra ele, era comum.
Ei, garoto comum. Abrace a ti e se ensine a ser feliz, olhe pra você.