20.9.11

Ciclo de aprender, buscar e conquistar

Gosto de dizer que a vida segue em quatro palavras. 
São elas: espera, vai, vem e fica. 

Ainda crianças, quando estamos aprendendo tudo e ao mesmo tempo queremos ter o tudo, e nossos pais dizem: espera. Quando estamos prontos pra ter o tudo, nós precisamos ir à luta, então é só o que eles dizem: vai. Muitas pessoas, diversas chances e oportunidades, vão abrir os braços e dizer: vem. Algumas delas, bem poucas, mas o suficiente, vão apertar o abraço e dizer: fica.

17.9.11

O verde do meu azul

Adoro o azul.
Adoro como o verde é verde.
Verde e azul se completam.
Cores vivas. Não só cores, e nem só vivas.
Vivas de terem vida própria e falarem por si.
Não vulgares demais, nem demasiadamente sóbrias.
Puras e cheias de personalidade.

O azul é... nosso ar, é nossa água, nossa paz.
O verde é nosso ar, nosso chão, nossa segurança.
O verde completa o azul. Vice-versa!
Assim como a floresta precisa da água pra estar lá.
Assim como a água precisa da grama pra brilhar de manhãzinha.
Seu verde. Meu azul.

12.9.11

Departamento das almas vazias

É lá que elas estão. Criaturas vazias, inexpressivas, quase como fantasmas, mas também facilmente confundíveis com zumbis. Sob seus passos largos e automáticos, acompanhados por um “Bom dia”. Mas sem real vontade de desejar um bom dia; mera formalidade.

Lá é onde elas são vistas em suas roupas pretas, roupas brancas. Tão sombrio, sendo quase convincente de que sejam mesmo fantasmas, e os olhares fundos e cansados garantem que são. Lá o ar é gélido e tem cheiro de papel e café, junto de uma evidente falsidade. “Bela gravata” dizem, quando de bela não tem nada!           

Lá o som é perturbador; não como correntes arrastando, mas quase isso. Sapatos, caminhando num pulsar insuportável sob o assoalho de madeira. “Toc, toc, toc, toc, toc...”, tão enlouquecedores quanto o tamanho de seus saltos. É como se alguém batesse na porta do inferno, sem que nunca alguém atendesse.

Há vozes! Ah, se não fossem as vozes... Elas e suas palavras e tons desconcertantes. Umas um tanto maldosas, outras demais ingênuas. Mas todas cospem a mesma frustração e se enchem da mesma ganância; dinheiro. É lá que elas, as pessoas, por sobrevivência vendem suas almas. E passam a viver sem elas, tão vazias de si, sem nem ao menos perceberem.