28.11.10

Post #07

Algumas pessoas tem um probleminha sério de querer controlar as escolhas dos outros. Quero dizer, pessoas que se concentram em hipoteses e tem medos. Não fazem tal coisa por medo de uma hipotetica consequência. Poxa, pra que se preocupar tanto quando o que vai ou talvez vá acontecer? Se certa coisa tiver mesmo de acontecer, não vai ser uma atitudade inversa da pessoa que vai impedir isso.

Cansa viver num circulo de pessoas que vivem pra me dizerem que eu devo desistir, porque vai dar errado, porque vou quebrar a cara. Como vou saber se vou quebrar a cara se não tentar? E se quebrar, tem necessáriamente que ser algo ruim? Não pode ser algo de onde eu extraia experiência pra acertar um dia? Eu mesmo ja quis me impedir de fazer certas coisas, mas no fim me desafiei, disse pra mim mesmo: "Vamos ver no que é que dá? Não tenho nada a perder mesmo."

A vida é feita de escolhas. Mas não opte por ser o medroso que desiste sempre!

Me falaram pra não fazer esse blog, pois ninguem leria e nao daria certo. É MEU espaço, pra mim deu certo desde o momento em que criei, e não importa se ninguem ou um milhão de pessoas leiam. Eu gosto de escreve nessa caceta de blog, então ta tudo bem e fuck o resto.

27.11.10

Post #06

Verão, no dicionário, é "período em que as temperaturas permanecem elevadas e os dias são longos". Tradução: Longos infernais mêses em que a população descobre a sensação de ser torresmo pururucando na óleo quente. Longas semanas em que, você rico, vai passar se bronzando no litoral e, você pobre, vai passar torrando no centro da cidade vendendo sacolé, ou não. Longos e ensolarados dias, que só são longos porque a Globo faz você adiantar uma hora do seu relógio. Prefiro ser esse cozido no mormaço da minha casa, do que viver nesse aquecimento global formado pelo mundo. 

26.11.10

Post #05

Será que é tão errado, tão pecado, fazer o que o livre arbítrio quer? Não pode fazer isso e aquilo, eles dizem, porque é pecado. Pecado é sinônimo de probição? Acho que é algo que habita muito abaixo do livre arbítrio. Pecado, rs é claro que tem sempre alguem pra dizer o que NÃO devemos fazer. Mas determinar se isso é realmente errado, e se vai fazê-lo ou não, depende do que? Do livre arbítrio de cada um.

Não sei qual é o problema em acordar depois da hora do almoço. Tudo bem que aulas vão para o ralo por causa disso, mas dizem que o problema está em dormirdormirdormir. Preguiça! Pecado, é, mas todo mundo ja fez. Caramba, claro que sim, quem nunca acordou cedo com PREGUIÇA de levantar e encarar o dia? Pouco ou muito, não faz diferença, preguiça é preguiça.

Quero chegar de um dia cheio e comer! Não, eu quero comercomercomer! Alguem disse que não posso fazer isso demais, que é gula minha, mas continuo comendo. Comer é ótimo, mas a gula não está em comer, está na vontade de fazê-lo. Quem nunca olhou pra uma vitrine de bolos, um menu de restaurante, ou eu sei lá o que, e quis comer tudo aquilo? É, bem vindo, essa é a gula. Você e eles tambem tem, sabia?

Se é errado, pecado, crime ou vai contra os votos de alguém, essas e outras coisas, eu não sei. Só sei que é uma porra e fuck yeaaaaaaah eu vou continuar fazendo. 

29.8.10

Post #04

Sou uma das pessoas mais paranóicas e neuróticas da face da terra, creio eu. Devem ser poucos aqueles com casos mais graves,  de paranóia, que o meu. E acredito que sofro de todos os tipos dela – se é que é classificada em “tipos”.

Minha mente, e tudo em mim e em torno de mim, indica que estou sendo observado de longe e de perto. Que pessoas estão em suas sacadas, em seus apartamentos, com seus binóculos me observando. E que, outras, caminham ao meu lado me observando pelos cantos dos olhos, reparando em quão mal vestido estou e quão mal arrumado está meu cabelo. Tudo bem que, eu vestir sempre TUDO preto, é meio estranho, e que meu cabelo não é nada ajeitado. Mas isso lá é motivo para o centro da cidade inteiro PARAR para me encarar?

Eu também acho que coisas inexistentes me observam. Minha mente me faz acreditar que há criaturas sobrenaturais em cima de guarda-roupas, atrás de sofás e em janelas de banheiro. Se eu dormir com os pés pra fora da cama uma criatura de olhos avermelhados, que adormece embaixo dela, irá despertar e me puxar pelo tornozelo enquanto uma fumaça, verde e iluminada, invade meu quarto. Exageradooo, jogado aos teus pés, eu sou mesmo exa...

Seres inanimados me observam. O mogno da cama, as maçanetas do guarda-roupa, a pia do banheiro, o abajur, o interruptor de luz, o poste lá na rua... TODOS eles tem olhos invisíveis, embutidos em suas matérias, que me olham dia e noite. Agora pensa no ritual que eu faço todos os dias antes de tomar banho, me trocar, cantar – e tudo mais que faço quando estou sozinho.

15.7.10

Post #03

INVISÍVEL
       O espelho mostrava uma única coisa; o garoto alto, desajeitado e pálido. Olheiras escuras e nítidas, os lábios arroxeados proporcional com a palidez do rosto, cabelos encaracolados e ralos repreendidos por um boné. A camisa comprida e xadrez, a mochila pendurada em um único ombro, tudo preto e sombrio naquele garoto pálido e sombrio.

       O caminho longo e sem sol, era o momento que ele tinha para refletir todos os dias sem nem notar a distância até o colégio. Mas ele notava cada olhar que lhe era lançado; olhar de curiosidade, de pena, de admiração, talvez um olhar que lhe atravessasse e nem o notasse ali, e até mesmo olhares de arrogância. Mas ele só queria não ser visto, ou então aquele olhar que não lhe notava.

       No colégio as coisas não mudavam, amenizavam ou pioravam. Nessa instante ele já não sabia se era real ou se era paranóia, se seria um neurótico. Podia ouvir os sussurros maldosos sobre ele. Isso lhe deixava nervoso, e o nervosismo lhe fazia suar. O suor fazia seus cabelos encaracolados se embaraçarem cada vez mais. Sua cara de dor passava ser uma cara de tortura.

       Tentava ignorar tudo aquilo com o som alto no fone de ouvido, rock barulhento. Mas a paranóia ou os comentários continuavam, tudo o apontava e o criticava, ria descaradamente.  Gostava das poucas vezes que alguém lhe dirigia a palavra, amigos eram poucos ou nenhum, mas uma vez ou outra era abordado por alguém com um assunto interessante. Só isso lhe fazia esquecer os cochichos, a neurose.

Ele só queria poder ser invisível, não ser notado.

27.6.10

Meu melhor

E neste teu tempo de sofrer, quando se é tão fácil de esquecer.
Então, clame meu nome e lembre-me de dizer-te mais uma vez:
Apenas venha meu melhor, meu melhor amigo. Deite-se em meu
ombro e deixe que meu fraterno amor por ti seque tuas lágrimas.

OBS:  Nem adianta jogar no Google. Pois é de
minha autoria e do meu melhor amigo!