Foi por caminhos além da razão, vivendo por sonhos cheios de cores que hoje não passam de devaneios cinzas. Aquilo que um dia fez sentido, agora é faísca no curto circuito de seus sentimentos, em suas lembranças tão descarrilhadas. De tão ingênuo, sonhou mais do que bons sonhos, sugou todo o espectro de ilusão existente. Fez do céu a sua fonte de vida, precisaria do céu para viver, logo o céu que é inalcançável. Fora alto demais por este céu, e agora treme ao chão, de tão tolo e ingênuo que conseguiu ser. De tão sonhador, ingênuo se foi, catando caquinhos de um sonho sem cor, no solo frio que lhe aguarda.
30.1.12
19.1.12
Pés nos chãos, sem correr nem pular
Efusividade, hiperatividade. É incontrolável a vontade de correr, abraçar, apertar, envolver, proteger. Te ter nos braços e guardar-te. Ou nem te ter por perto, mas ainda sim proteger. Tomar todas as suas dores, resgatar todos os seus sorrisos, aliviar suas quedas e te levantar. Fazer o que eu puder fazer, sentir o que puder sentir, por você. Qualquer rocha seria um mero cascalho, qualquer abismo seria um degrau insignificante. Mas eu não poderia mais segurar o mundo por você, não. Fui além do egoísmo fazendo isso, pra me sentir melhor, vendo que tu estava bem. E quando larguei, percebi que nunca o segurei de fato; seu mundo sempre pertenceu a si mesmo.
Meu mundo... eu larguei em algum lugar. Mas ei de encontrá-lo, pois os dos outros já não posso mais carregar.
OBS: Esse texto foi escrito no ímpeto de um sentimento confuso e impossível de se mensurar claramente. Por esse motivo as palavras soam tão confusas, equivocadas e com pouco sentido.
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OBS: Esse texto foi escrito no ímpeto de um sentimento confuso e impossível de se mensurar claramente. Por esse motivo as palavras soam tão confusas, equivocadas e com pouco sentido.
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