23.5.12

Descanse, meu ceifador

E ainda que digam que a morte é aquilo que, de pior, pode acontecer ao ser humano... Não! Não julgue tão mal aquilo que lhe dá, de direito, o descanso da vida. Tão honesta aquela que, em teu manto preto, lhe colhe a alma nos braços para que descanse; senhora Dona Morte. Mas tão cruel que és, Senhor Amor... inconvém, com tua foice invisível, ceifando-me cada pedaço de esperança que carrego. E lá se vai o amor, foi-se o ceifador, deixando-me... restando apenas dor. 

Assim como a morte é certa, o amor uma hora vem. Queira descansar, mas não queira amar.

5 comentários:

  1. E o amor tortura, tira pedaços, dilacera, usa ácido sulfúrico e, muita das vezes, usa a própria morte

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  2. Me identifico. Ando sendo torturado pelo amor e tenho certeza que é pior que a morte. Sofro, choro e fico carente.
    Parabéns, lindo texto, Luc.
    K., :*

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  3. Não sei se já leu, mas teu texto me lembrou memórias póstumas de bras cubas. Senti como se tivesse lendo pedaço de um livro de um escritor famoso.

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  4. Acho tão bonito quem sofre por amor, pena que não tenho esse talento. Ou isso seria bom? Vai saber...

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